The daylight's fading slowly
But time with you is standing still
I'm waiting for you only
The slightest touch and I feel weak
I cannot lie
From you I cannot hide
I'm losing the will to try
Can't hide it, can't fight it
So go on, go on
Come on and leave me breathless
Tempt me, tease me
Until I can't deny this
Lovin' feeling
Make me long for your kiss
Go on, go on
Yeah, come on
And if there's no tomorrow
And all we have is here and now
I'm happy just to have you
You're all the love I need somehow
It's like a dream
Although I'm not asleep
I never want to wake up
Don't lose it, don't leave it
The Corrs | Breathless
porque o feriado foi perfeito. quero MAIS!
5 de novembro de 2007
1 de novembro de 2007
queima
"Queima-me a pele, à flor.
Fogo no peito,
mas tuas chamas
trazes de fora,
das ruas.
Aqui, a cama te chama,
tão fria.
Livre, desprende-se.
Minha casa é,
teu corpo em brasa.
Completa-me,
vazia."
Samantha Abreu
Fogo no peito,
mas tuas chamas
trazes de fora,
das ruas.
Aqui, a cama te chama,
tão fria.
Livre, desprende-se.
Minha casa é,
teu corpo em brasa.
Completa-me,
vazia."
Samantha Abreu
sei contar
31 de outubro de 2007
30 de outubro de 2007
29 de outubro de 2007
poema para Bia Norek
antes eu achava que depois do sol vinha a lua
porque a vida era o dia, a noite, o certo, o errado, o preto no branco
o início e fim sem recheio
precisei ouvir a voz de uma menina poeta
para começar a pensar em bombas de chocolate
e descobrir que o meio é a melhor parte,
pois entre a primeira e última mordida
acontece tanta coisa...
a gente pode olhar para lado e encontrar o amor de nossa vida
ou ir caminhar e ralar os joelhos
cair da bicicleta e levantar sorrindo
ou ganhar um presente e chorar
comer pão de queijo no café, almoço e jantar
ou fazer refeições balanceadas para equilibrar o peso
a gente pode tanta coisa...
é só entender que o dia não acaba quando o sol se põe
antes da lua,
vem o vento.
Juliana Hollanda
porque a vida era o dia, a noite, o certo, o errado, o preto no branco
o início e fim sem recheio
precisei ouvir a voz de uma menina poeta
para começar a pensar em bombas de chocolate
e descobrir que o meio é a melhor parte,
pois entre a primeira e última mordida
acontece tanta coisa...
a gente pode olhar para lado e encontrar o amor de nossa vida
ou ir caminhar e ralar os joelhos
cair da bicicleta e levantar sorrindo
ou ganhar um presente e chorar
comer pão de queijo no café, almoço e jantar
ou fazer refeições balanceadas para equilibrar o peso
a gente pode tanta coisa...
é só entender que o dia não acaba quando o sol se põe
antes da lua,
vem o vento.
Juliana Hollanda
sobre uma maioria
"É-me demasiadamente constrangedor ver pessoas se
distanciando cada vez mais da postura humana e ética
de ser e estar. Os valores tornaram-se inúteis diante
das turbulências criadas para tornar e nos lembrar que
realmente o que tem valor é a astúcia, a vontade de
sobrepujar acerca dos méritos que não cabem ao finório.
É intricado entender o que passa com essas pessoas
que vivem em função de passar os outros para um segundo
plano, como backgrounds que servem para alimentar,
um dia que seja, os desejos infrenes da postura-não-ética."
Marcos Leão
concordo plenamente!
distanciando cada vez mais da postura humana e ética
de ser e estar. Os valores tornaram-se inúteis diante
das turbulências criadas para tornar e nos lembrar que
realmente o que tem valor é a astúcia, a vontade de
sobrepujar acerca dos méritos que não cabem ao finório.
É intricado entender o que passa com essas pessoas
que vivem em função de passar os outros para um segundo
plano, como backgrounds que servem para alimentar,
um dia que seja, os desejos infrenes da postura-não-ética."
Marcos Leão
concordo plenamente!
26 de outubro de 2007
pra ver o 'sol'
"Change your heart
Look around you
Change your heart
It will astound you
I need your lovin'
Like the sunshine"
Beck | Everybody's Got to Learn Sometime
OK!
Look around you
Change your heart
It will astound you
I need your lovin'
Like the sunshine"
Beck | Everybody's Got to Learn Sometime
OK!
24 de outubro de 2007
23 de outubro de 2007
momento astrologia
Seu ascendente está no signo de sagitário, esta é a estrela que orienta sua evolução durante esta vida. Complexo é o destino de quem nasce neste ascendente! Dessa complexidade resultam pessoas radicalmente diferentes entre si, porém unidas pelo mesmo ascendente, Sagitário. Um dos caminhos que Sagitário no ascendente propõe é o da criatividade, de grande beleza, mas a custa de muito conflito e envolvimento em disputas, sejam elas causadas por idealismo ou por condições familiares. No entanto, quem seguir por este caminho desenvolverá também um espírito muito positivo em relação à vida, atrevendo-se a tudo e a todos. Coragem e espontaneidade, no entanto, também serão precipitadores de conflito.
Outro caminho de Sagitário segue pela razão, e o destino dependerá quase que inteiramente dos pensamentos matemáticos que formulam a realidade em termos de variáveis que se combinam com intrincada complexidade. Gostará, por isso, de comunicar-se, não somente com outras pessoas mas com animais também, porque dada a complexidade de seus raciocínios encontrará paz e sossego comunicando-se com eles, levar um papo e entendê-los. Você procurará aplicar a inteligência em todas as coisas e afazeres, e nem sempre isso simplificará ou facilitará a vida, dado que a razão faz sentido complicando. Por exemplo, se você fosse obrigado a viver no meio do mato, onde teoricamente tudo seria simples e bucólico, logo encontraria uma forma de montar um moinho, desenvolver um empreendimento e por aí vai, sempre encontrando uma forma de arrancar complexidade da simplicidade. Ainda um terceiro caminho para Sagitário no ascendente, o da paixão, o envolvimento pleno e irrestrito com alguém, ou com algum objetivo ou ideal. Entrar na vida com tudo, sem poupar-se, com a maior intensidade possível, pela maior quantidade possível de tempo. Paixão.
Para descobrir qual é o seu, você provavelmente experimentará os três, até saber em que sentido, dos tantos Sagitários, você irá seguir. Uma vez que você ver o objetivo, o seguirá até o fim, e quando o conquistar, determinará outro objetivo que irá querer conquistar. Será franco, aberto, sincero e generoso. Sua consciência estará concentrada no ato de fazer, e não na antecipação dos resultados. Conquistar, conseguir, comandar, a imperiosa necessidade de viver cada momento da vida, intensa e apaixonadamente. Há dois lados em você: um, aparente, pelo qual você se mostra audaz, temerário e aventureiro, e outro, oculto, em que é sensível, impressionável e reservado. Desenvolverá a versatilidade, o que fará com que, ao longo do tempo, você conquiste muitas áreas de conhecimento. O amor pelo conhecimento guiará seus passos. Sua mente será clara e desperta a maior parte do tempo, sendo bastante intolerante com a burrice. Por isso, muitas vezes você se mostrará irritável por longos períodos de tempo.
As contradições também farão parte de sua vida. Você tenderá a ser amável e de bom trato, mas poderá ser agressivo quando desafiado, ou na presença de pessoas que considerar inimigas.
www.quiroga.net
Outro caminho de Sagitário segue pela razão, e o destino dependerá quase que inteiramente dos pensamentos matemáticos que formulam a realidade em termos de variáveis que se combinam com intrincada complexidade. Gostará, por isso, de comunicar-se, não somente com outras pessoas mas com animais também, porque dada a complexidade de seus raciocínios encontrará paz e sossego comunicando-se com eles, levar um papo e entendê-los. Você procurará aplicar a inteligência em todas as coisas e afazeres, e nem sempre isso simplificará ou facilitará a vida, dado que a razão faz sentido complicando. Por exemplo, se você fosse obrigado a viver no meio do mato, onde teoricamente tudo seria simples e bucólico, logo encontraria uma forma de montar um moinho, desenvolver um empreendimento e por aí vai, sempre encontrando uma forma de arrancar complexidade da simplicidade. Ainda um terceiro caminho para Sagitário no ascendente, o da paixão, o envolvimento pleno e irrestrito com alguém, ou com algum objetivo ou ideal. Entrar na vida com tudo, sem poupar-se, com a maior intensidade possível, pela maior quantidade possível de tempo. Paixão.
Para descobrir qual é o seu, você provavelmente experimentará os três, até saber em que sentido, dos tantos Sagitários, você irá seguir. Uma vez que você ver o objetivo, o seguirá até o fim, e quando o conquistar, determinará outro objetivo que irá querer conquistar. Será franco, aberto, sincero e generoso. Sua consciência estará concentrada no ato de fazer, e não na antecipação dos resultados. Conquistar, conseguir, comandar, a imperiosa necessidade de viver cada momento da vida, intensa e apaixonadamente. Há dois lados em você: um, aparente, pelo qual você se mostra audaz, temerário e aventureiro, e outro, oculto, em que é sensível, impressionável e reservado. Desenvolverá a versatilidade, o que fará com que, ao longo do tempo, você conquiste muitas áreas de conhecimento. O amor pelo conhecimento guiará seus passos. Sua mente será clara e desperta a maior parte do tempo, sendo bastante intolerante com a burrice. Por isso, muitas vezes você se mostrará irritável por longos períodos de tempo.
As contradições também farão parte de sua vida. Você tenderá a ser amável e de bom trato, mas poderá ser agressivo quando desafiado, ou na presença de pessoas que considerar inimigas.
quero ficar
"sinto-lhe como ponte elevadiça.
subo. desço.
entro e saio.
jamais fico,
jamais ao lado.
somente embaixo,
somente em cima"
Fernanda Young
subo. desço.
entro e saio.
jamais fico,
jamais ao lado.
somente embaixo,
somente em cima"
Fernanda Young
22 de outubro de 2007
19 de outubro de 2007
18 de outubro de 2007
contradição
"E se eu te amasse na quarta
Não te amarei na quinta
Isto pode ser verdadeiro
Por que você reclama?
Te amei na quarta sim, e daí?"
Edna Vincent Millay
Não te amarei na quinta
Isto pode ser verdadeiro
Por que você reclama?
Te amei na quarta sim, e daí?"
Edna Vincent Millay
16 de outubro de 2007
irritando
" ...seja ela prevista em bolas de cristal, bulas de remédio ou pragas de mãe, a desilusão do amor não é nada comparada à desilusão consigo mesmo, causada pela péssima auto estima que as pessoas de bom senso costumam ter. E para este tipo de desilusão só exite um antídoto, uma paixão. Pois o outro olha para você e vê tudo aquilo de lindo que espelho algum mostrou. Só o apaixonado por você tem a sagacidade de notar em você o que ninguém notou, fazendo enfim o elogio que nenhum professor lhe fez, a gentileza que nenhum cavalheiro lhe fez, a gracinha que nenhum canalha lhe fez. Um sentimento desses, está claro, pode mudar todas as pedras de lugar. Amor, paixão, ódio, ninguém consegue provar se há diferença entre eles. Por isso tem gente que não ama e nem é amado. São os que não aguentam levantar a tampa que os protege do incerto, e mudar. Pois a paixão é incerta, não aceitando o estabelecido. O amor, pior, engana, garantindo que poderá ser estável e infinito. E o ódio, esse é sempre eterno. Portanto, quem é que não ama, não se apaixona, não odeia? Os covardes? Com certeza. Os covardes, entretanto, sábios. Naquele conceito de sabedoria que mata você de velho. E morrer de velho, convenhamos, é a coisa mais humilhante do mundo. "
Fernanda Young em Aritmética
Fernanda Young em Aritmética
15 de outubro de 2007
as coisas faziam sentido
Eu tive algumas fases muito lúcidas na minha vida. As coisas faziam sentido, eu quase não tinha surtos descontrolados e minha memória funcionava.
As coisas faziam sentido mesmo quando a cabeça fervia. Agora não, agora nada faz sentido.
Minha vida está parecendo uma mistura de vinho com rohypnol, uma coisa surreal e meio chapada, boa-noite Cinderela durando mais de um semestre.
As coisas sem fazer sentido, mas com algum sentido... Olha aí. Tá vendo?
Nada faz sentido. Eu faço tudo errado.
O amor filho-da-puta continua no meu pé, os sentimentos todos correndo e gritando com as mãos na cabeça no meio do terremoto. Eu enterro, enterro tudo, boto um monte de pedras cima e eles voltam do mal. Que nem no Cemitério Maldito. Raiva, rancor, inveja. E costumava ser amor. Ou ainda é, o meu amor sempre foi torto.
Amo a contragosto, amo demais, com força e desespero, misturando um monte de outros sentimentos, mas a porra do amor está ali, impávido, olhando na minha cara e deixando bem claro que nunca vai embora. Ele é ele e fim. Posso espernear e gritar, mas eu sei, ele sabe, todos sabem. E é isso aí. Não existe discussão possível.
A vida também não colabora muito. Depois o doutor lá fica mudando todas as minhas químicas e dando muitos diagnósticos que eu acredito estarem certos, mas doutor, o senhor entende as coisas que acontecem? Eu vou explicar, doutor.
A química dos outros também atrapalha bastante a minha tão sonhada sanidade.
Um dia eu amei um menino.
Outro menino, um que não amo mais. Na época em que eu era uma romântica que acreditava em amores perfeitos, noites líricas, inspiração febril, eu amei muito esse menino. E ele foi embora. E nem avisou.
Eu tinha dado um pedaço meu para ele, ele nem tinha pedido, mas sei lá, ele pegou, botou no bolso do casaco, então eu achei que queria. Mas não. Ele devolveu sem olhar na minha cara e se foi.
E agora ele voltou. Achando que está tudo normal. Três anos se passaram, ele agora tem trinta, "eu tenho trinta anos", como se isso mudasse tudo. Aparentemente mudou mesmo, ele até parece uma pessoa meio sã agora, mas, ei, e aquilo tudo lá que aconteceu? Meu jovem, eu sei que boa parte não passava de um grande delírio da minha mente solitária e doentia numa cidade hostil, mas porra. E não contente em voltar, ele ainda chega falando que eu estava certa. Eu, certa. Ele simplesmente deu razão à fúria uterina de uma mulher louca de coração partido. Logo depois remendaram o coração, mas descosturou de novo.
Foda isso de costurarem o coração da gente com linha vagabunda.
Mas esse menino, esse menino eu amei com tanta força que gastou, e agora sobrou um sentimento plácido, domingo à tarde no sol do inverno. Antes não. Antes ele fez uma bagunça.
Esses homens não sabem o que fazem com a minha vida. Bom, eu também não sei. Agora eu deixo a vida debaixo da cama enquanto ainda não sei o que fazer com ela.
Na mão deles é que eu não coloco mais.
Agora que eu aprendi a não botar a vida na mão dos outros, os outros têm feito isso comigo. Jogando o peso de ser alguma certeza, o peso da felicidade e da sanidade na minha mão, na minha mão! E eu dizendo sai, sai, nem vem, mas não, eu acabo pegando por reflexo.
Eu tenho pólen de louco no meu suor, nas minhas secreções. Eles todos vêm correndo já com a língua para fora. E eu gosto.
E eu deixo, e depois tenho que lidar com o depois.
E o depois sou eu no meio da demência.
Tenho todos, não tenho nenhum, só quero um. O resto é desculpa.
Não tenho todos, só quero um.
Um, dois, três. Um eu amo, o outro eu amei.
Um outro eu gostaria de amar.
Só tenho um. Só quero um. Quero a conta, por favor.
E ainda tem o resto, a vida não se resume a isso.
Às vezes eu esqueço. Tem aluguel, telefone, filho, show, disco, livro, entrevista, debate e todo o resto do mundo formando opiniões.
Tem eu sentada aqui no computador depois de ter carbonizado uma panela de feijão, os gatos afiando as unhas no sofá, as roupas no cesto, os cheques pendurados, as dívidas, meu deus, as dívidas.
Os fusíveis da minha casa queimando, os da minha cabeça fritando e o mundo girando.
Esse negócio de parar o mundo que eu quero descer nunca me convenceu. O mundo que continue girando, se quiser. Agora o melhor que posso fazer é girar em torno de mim mesma como um animal lesado tentando morder o próprio rabo. Não contente em tentar, eu consigo. E fico tonta de tanto girar, e caio exausta com meu próprio sangue escorrendo da boca. Então chega. Doutor, traga as gotinhas nos copinhos. Eu desisto. A gente se vê no próximo round.
Clarah Averbuck
As coisas faziam sentido mesmo quando a cabeça fervia. Agora não, agora nada faz sentido.
Minha vida está parecendo uma mistura de vinho com rohypnol, uma coisa surreal e meio chapada, boa-noite Cinderela durando mais de um semestre.
As coisas sem fazer sentido, mas com algum sentido... Olha aí. Tá vendo?
Nada faz sentido. Eu faço tudo errado.
O amor filho-da-puta continua no meu pé, os sentimentos todos correndo e gritando com as mãos na cabeça no meio do terremoto. Eu enterro, enterro tudo, boto um monte de pedras cima e eles voltam do mal. Que nem no Cemitério Maldito. Raiva, rancor, inveja. E costumava ser amor. Ou ainda é, o meu amor sempre foi torto.
Amo a contragosto, amo demais, com força e desespero, misturando um monte de outros sentimentos, mas a porra do amor está ali, impávido, olhando na minha cara e deixando bem claro que nunca vai embora. Ele é ele e fim. Posso espernear e gritar, mas eu sei, ele sabe, todos sabem. E é isso aí. Não existe discussão possível.
A vida também não colabora muito. Depois o doutor lá fica mudando todas as minhas químicas e dando muitos diagnósticos que eu acredito estarem certos, mas doutor, o senhor entende as coisas que acontecem? Eu vou explicar, doutor.
A química dos outros também atrapalha bastante a minha tão sonhada sanidade.
Um dia eu amei um menino.
Outro menino, um que não amo mais. Na época em que eu era uma romântica que acreditava em amores perfeitos, noites líricas, inspiração febril, eu amei muito esse menino. E ele foi embora. E nem avisou.
Eu tinha dado um pedaço meu para ele, ele nem tinha pedido, mas sei lá, ele pegou, botou no bolso do casaco, então eu achei que queria. Mas não. Ele devolveu sem olhar na minha cara e se foi.
E agora ele voltou. Achando que está tudo normal. Três anos se passaram, ele agora tem trinta, "eu tenho trinta anos", como se isso mudasse tudo. Aparentemente mudou mesmo, ele até parece uma pessoa meio sã agora, mas, ei, e aquilo tudo lá que aconteceu? Meu jovem, eu sei que boa parte não passava de um grande delírio da minha mente solitária e doentia numa cidade hostil, mas porra. E não contente em voltar, ele ainda chega falando que eu estava certa. Eu, certa. Ele simplesmente deu razão à fúria uterina de uma mulher louca de coração partido. Logo depois remendaram o coração, mas descosturou de novo.
Foda isso de costurarem o coração da gente com linha vagabunda.
Mas esse menino, esse menino eu amei com tanta força que gastou, e agora sobrou um sentimento plácido, domingo à tarde no sol do inverno. Antes não. Antes ele fez uma bagunça.
Esses homens não sabem o que fazem com a minha vida. Bom, eu também não sei. Agora eu deixo a vida debaixo da cama enquanto ainda não sei o que fazer com ela.
Na mão deles é que eu não coloco mais.
Agora que eu aprendi a não botar a vida na mão dos outros, os outros têm feito isso comigo. Jogando o peso de ser alguma certeza, o peso da felicidade e da sanidade na minha mão, na minha mão! E eu dizendo sai, sai, nem vem, mas não, eu acabo pegando por reflexo.
Eu tenho pólen de louco no meu suor, nas minhas secreções. Eles todos vêm correndo já com a língua para fora. E eu gosto.
E eu deixo, e depois tenho que lidar com o depois.
E o depois sou eu no meio da demência.
Tenho todos, não tenho nenhum, só quero um. O resto é desculpa.
Não tenho todos, só quero um.
Um, dois, três. Um eu amo, o outro eu amei.
Um outro eu gostaria de amar.
Só tenho um. Só quero um. Quero a conta, por favor.
E ainda tem o resto, a vida não se resume a isso.
Às vezes eu esqueço. Tem aluguel, telefone, filho, show, disco, livro, entrevista, debate e todo o resto do mundo formando opiniões.
Tem eu sentada aqui no computador depois de ter carbonizado uma panela de feijão, os gatos afiando as unhas no sofá, as roupas no cesto, os cheques pendurados, as dívidas, meu deus, as dívidas.
Os fusíveis da minha casa queimando, os da minha cabeça fritando e o mundo girando.
Esse negócio de parar o mundo que eu quero descer nunca me convenceu. O mundo que continue girando, se quiser. Agora o melhor que posso fazer é girar em torno de mim mesma como um animal lesado tentando morder o próprio rabo. Não contente em tentar, eu consigo. E fico tonta de tanto girar, e caio exausta com meu próprio sangue escorrendo da boca. Então chega. Doutor, traga as gotinhas nos copinhos. Eu desisto. A gente se vê no próximo round.
Clarah Averbuck
11 de outubro de 2007
canto baixinho
... o amor e os sonhos
colecionam retratos
guardados em caixinhas de sapatos
no fundo das gavetas dos armários
de cada retrato
soa uma sinfonia
cantada por um canário
enjaulado
até quem neste mundo
surdo e mudo é
sabe que:
nos sonhos dos grandes amores
havia uma música suave
tocando seus agudos e graves
lá no fundo
e ninguém duvida
que as canções de amor
sejam os últimos sonhos
deste mundo
Tavinho Paes
colecionam retratos
guardados em caixinhas de sapatos
no fundo das gavetas dos armários
de cada retrato
soa uma sinfonia
cantada por um canário
enjaulado
até quem neste mundo
surdo e mudo é
sabe que:
nos sonhos dos grandes amores
havia uma música suave
tocando seus agudos e graves
lá no fundo
e ninguém duvida
que as canções de amor
sejam os últimos sonhos
deste mundo
Tavinho Paes
10 de outubro de 2007
as pessoas que passam mal
"Tô passando mal". Quem me conhece já deve ter ouvido essa frase algumas vezes. Isso porque, como bem definiu a Jô em um momento em que eu falei a frase... eu sou uma pessoa que passa mal. E essa é mais uma forma de divisão do mundo. As pessoas que passam mal geralmente são histéricas (hello, Freud). E sim, quase sempre são mulheres. Sofremos de tontura, confusão mental, pressão baixa, desmaios. Tudo sem motivo aparente, ou com motivos ridículos que pra gente fazem todo sentido. Nesta última vez em que falei a frase, eu estava em um show revival do Fellini, uma das bandas que eu mais amo no mundo. Estava cheio de gente do passado, pessoas de antigamente, passantes famosos, como o Paulo Ricardo de chapinha e o Marcelo Bonfá parecendo o Jon Bon Jovi. É ou não é motivo para passar mal? Nós estamos acostumados a sermos levados pela mão por pessoas para tomar um ar. Ou a ouvir a frase: "você quer sal?". Uma vez desmaiei na casa da Danuza Leão, no meio de uma entrevista, descontrol, celebração. "Ernestina, Ernestina", gritava Danuza. Até que surgiu uma senhora vestida de empregada chique e me deu sal. Achei que esse seria o maior vexame da minha vida. Mas a sábia Danuza respondeu: "não tem nada mais chique do que uma mulher que desmaia". Depois dessa, passei a me achar chique, mesmo pedindo um sal. E dizendo: "gente, me ajuda, to passando mal".
Nina Lemos
Nina Lemos
9 de outubro de 2007
hóstia
"tem dias que tudo o que se quer
é um pão com manteiga na chapa,
um pingado e uma cena de ciúme"
Raul Pough
é um pão com manteiga na chapa,
um pingado e uma cena de ciúme"
Raul Pough
8 de outubro de 2007
4 de outubro de 2007
2 de outubro de 2007
1 de outubro de 2007
n.59
"trabalhe numa coisa que você ame porque não se pode esperar cinco dias para aproveitar apenas os dois do final de semana."
Mário Testino
estou refletindo/deprimindo sobre isso.rs
Mário Testino
estou refletindo/deprimindo sobre isso.rs
28 de setembro de 2007
prumo
Não são teias
as peias
que me impõem,
teço minhas próprias
cadeias
nas rédeas
que não tomo
Elza Beatriz de Araújo
as peias
que me impõem,
teço minhas próprias
cadeias
nas rédeas
que não tomo
Elza Beatriz de Araújo
27 de setembro de 2007
26 de setembro de 2007
sol de inverno
eu queria passar a língua nos seus dentes
e sentir o gosto do seu cigarro
e deitar a cabeça no seu ombro
e sentir o cheiro da sua nuca bem de perto
por muito muito tempo
eu queria assim
respirar na sua nuca
horas, horas sem abrir os olhos
eu queria te abraçar por dentro do seu casaco
ficar ali dentro e esquecer tudo que os outros falam
eu queria te levar na pracinha no sol do inverno
e te mostrar a minha estante
eu queria te ler aquele poema
e que você me mostrasse uns seus
eu queria
que todos esses corações servissem para alguma coisa
eu queria
que você conseguisse consertar pelo menos um deles
nenhum funciona
tá tudo furado
tudo quebrado
tudo vazando
tudo zoado
eu queria
acordar de manhã e ver o seu cabelo bagunçado
eu queria que você ficasse mais
e me ouvisse mais
e me olhasse mais como acontece por acaso
eu queria
Clarah Averbuck | adioslounge.blogspot.com
e sentir o gosto do seu cigarro
e deitar a cabeça no seu ombro
e sentir o cheiro da sua nuca bem de perto
por muito muito tempo
eu queria assim
respirar na sua nuca
horas, horas sem abrir os olhos
eu queria te abraçar por dentro do seu casaco
ficar ali dentro e esquecer tudo que os outros falam
eu queria te levar na pracinha no sol do inverno
e te mostrar a minha estante
eu queria te ler aquele poema
e que você me mostrasse uns seus
eu queria
que todos esses corações servissem para alguma coisa
eu queria
que você conseguisse consertar pelo menos um deles
nenhum funciona
tá tudo furado
tudo quebrado
tudo vazando
tudo zoado
eu queria
acordar de manhã e ver o seu cabelo bagunçado
eu queria que você ficasse mais
e me ouvisse mais
e me olhasse mais como acontece por acaso
eu queria
Clarah Averbuck | adioslounge.blogspot.com
24 de setembro de 2007
21 de setembro de 2007
manual (?)
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que
o desperdício da vida está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.”
Carlos Drummond de Andrade
Não quero comentar isso! rs
Carlos Drummond de Andrade
Não quero comentar isso! rs
20 de setembro de 2007
n.56
"Um erro grave é tanto se julgar mais do que se é quanto se estimar menos do que se merece."
Johann Wolfgang Goethe
Johann Wolfgang Goethe
19 de setembro de 2007
me entrego
"uma declaração de amor pode ser uma declaração de guerra."
mais uma do blog da Kiti
uma guerra interna. sempre.
mais uma do blog da Kiti
uma guerra interna. sempre.
18 de setembro de 2007
16 de setembro de 2007
ai a razão
"O maior erro do ser humano é tentar tirar da cabeça aquilo que não sai do coração"
autor desconhecido
autor desconhecido
14 de setembro de 2007
sem fala!
"todos levamos dentro de nós, à espreita, nossa própria possibilidade de perdição, o abismo íntimo no qual podemos despencar; e freqüentemente a chave que abre a porta do fatídico poço é uma relação sentimental".
Rosa Montero | em paixões
Rosa Montero | em paixões
13 de setembro de 2007
amém
São Miguel Arcanjo
Príncipe Guardião e Guerreiro
defendei-me e protegei-me com Vossa espada,
não permita que nenhum mal me atinja.
Protegei-me contra assaltos, roubos, acidentes,
contra quaisquer ato de violência.
LIVRAI-ME DE PESSOAS NEGATIVAS.
Espalhai Vosso manto e vosso escudo de proteção em meu lar, meus amigos e familiares.
Guardai meu trabalho, meus negócios e meus bens.
Trazei a paz e a harmonia.
Que assim seja.
Oração a São Miguel Arcanjo.
Príncipe Guardião e Guerreiro
defendei-me e protegei-me com Vossa espada,
não permita que nenhum mal me atinja.
Protegei-me contra assaltos, roubos, acidentes,
contra quaisquer ato de violência.
LIVRAI-ME DE PESSOAS NEGATIVAS.
Espalhai Vosso manto e vosso escudo de proteção em meu lar, meus amigos e familiares.
Guardai meu trabalho, meus negócios e meus bens.
Trazei a paz e a harmonia.
Que assim seja.
Oração a São Miguel Arcanjo.
12 de setembro de 2007
6 de setembro de 2007
até a volta
"nesta vida, em que sou meu sono,
eu não sou meu dono,
quem sou é quem me ignoro e vive
através desta névoa que sou eu
todas as vidas de outrora tive,
numa só vida.
mar sou; baixo marulho ao alto rujo,
mas minha cor vem do meu alto céu,
e só me encontro quando de mim fujo."
Fernando Pessoa
eu não sou meu dono,
quem sou é quem me ignoro e vive
através desta névoa que sou eu
todas as vidas de outrora tive,
numa só vida.
mar sou; baixo marulho ao alto rujo,
mas minha cor vem do meu alto céu,
e só me encontro quando de mim fujo."
Fernando Pessoa
derretendo
"lágrima é dor derretida
dor endurecida é tumor
lágrima é alegria derretida
alegria endurecida é tumor
lágrima é raiva derretida
raiva endurecida é tumor
lágrima é pessoa derretida
pessoa endurecida é tumor
tempo endurecido é tumor
tempo derretido é poema"
Viviane Mosé
estou aprendendo a derreter alguns.
difícil.
dor endurecida é tumor
lágrima é alegria derretida
alegria endurecida é tumor
lágrima é raiva derretida
raiva endurecida é tumor
lágrima é pessoa derretida
pessoa endurecida é tumor
tempo endurecido é tumor
tempo derretido é poema"
Viviane Mosé
estou aprendendo a derreter alguns.
difícil.
4 de setembro de 2007
3 de setembro de 2007
Tu e eu
Somos diferentes, tu e eu.
Tens forma e graça
e a sabedoria de só saber crescer
até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
e só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu, lipa.
Eu, calipto.
Gostas de um som tempestade
roque lenha
muito heavy
Prefiro o barroco italiano
e dos alemães
o mais leve.
És vidrada no Lobão
eu sou mais albônico.
Tu, fão.
Eu, fônico.
És suculenta
e selvagem
como uma fruta do trópico.
Eu já sequei
e me resignei
como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
eu não tenho nada teu.
Tu, piniquim.
Eu, ropeu.
Gostas daquelas festas
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou pertinente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
és uma miss, eu um místico.
Tu, multo.
Eu, carístico.
És colorida,
um pouco aérea,
e só pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e só penso em Pi.
Somos cada um de um pano
uma sã e o outro insano.
Tu, cano.
Eu, clidiano.
Dizes na cara
o que te vem a cabeça
com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinônimo.
Tu não temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu, tano.
Eu, femismo.
Fernando Verissimo
Tens forma e graça
e a sabedoria de só saber crescer
até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
e só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu, lipa.
Eu, calipto.
Gostas de um som tempestade
roque lenha
muito heavy
Prefiro o barroco italiano
e dos alemães
o mais leve.
És vidrada no Lobão
eu sou mais albônico.
Tu, fão.
Eu, fônico.
És suculenta
e selvagem
como uma fruta do trópico.
Eu já sequei
e me resignei
como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
eu não tenho nada teu.
Tu, piniquim.
Eu, ropeu.
Gostas daquelas festas
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou pertinente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
és uma miss, eu um místico.
Tu, multo.
Eu, carístico.
És colorida,
um pouco aérea,
e só pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e só penso em Pi.
Somos cada um de um pano
uma sã e o outro insano.
Tu, cano.
Eu, clidiano.
Dizes na cara
o que te vem a cabeça
com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinônimo.
Tu não temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu, tano.
Eu, femismo.
Fernando Verissimo
31 de agosto de 2007
pra que?
Para que serve grampeador?
Amo folha avulsa como um leque.
Por que não organizas as fotografias?
As fotos misturadas são sinceras.
Será que a água benta é filtrada?
Deus também contamina.
Fabrício Carpinejar
Amo folha avulsa como um leque.
Por que não organizas as fotografias?
As fotos misturadas são sinceras.
Será que a água benta é filtrada?
Deus também contamina.
Fabrício Carpinejar
30 de agosto de 2007
num fundo falso
Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir,
não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você
Amado | Vanessa da Mata
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir,
não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você
Amado | Vanessa da Mata
então
“Se um homem atravessasse
o Paraíso em um sonho e lhe
dessem uma flor como prova
de que havia estado ali, e se ao
despertar encontrasse essa flor
em sua mão...então o quê?”
S.T.Coleridge
o Paraíso em um sonho e lhe
dessem uma flor como prova
de que havia estado ali, e se ao
despertar encontrasse essa flor
em sua mão...então o quê?”
S.T.Coleridge
28 de agosto de 2007
just
(...)
It's just another one of those glory days
Jump out your bed
Shake your head
Clear the haze
Step out your house
And prepared to be amazed
It's just another one of those
Just another one of those
Just another one of those glory days
Glory Days | Just Jack
It's just another one of those glory days
Jump out your bed
Shake your head
Clear the haze
Step out your house
And prepared to be amazed
It's just another one of those
Just another one of those
Just another one of those glory days
Glory Days | Just Jack
27 de agosto de 2007
23 de agosto de 2007
17 de agosto de 2007
assim estou
Tranqüilo
Levo a vida tranqüilo
Não tenho medo do mundo
Não tenho medo do mundo
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar
Tranqüilo
Levo a vida tranqüilo
Não tenho medo da morte
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar
Que passe por mim a doença
Que passe por mim a pobreza
Que passe por mim a maldade, a mentira e a falta de crença
Que passe por mim olho grande
Que passe por mim a má sorte
Que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância
Tranqüilo
Levo a vida tranqüilo
Que me passe
A doença que me passe
A pobreza que me passe
A maldade que me passe
Que me passe
Olho grande que me passe
A má sorte que me passe
A inveja que me passe
A tristeza da guerra
Tranqüilo
Levo a vida tão tranqüila
Não tenho medo da morte
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar
Tranqüilo | Bebel Gilberto
Levo a vida tranqüilo
Não tenho medo do mundo
Não tenho medo do mundo
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar
Tranqüilo
Levo a vida tranqüilo
Não tenho medo da morte
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar
Que passe por mim a doença
Que passe por mim a pobreza
Que passe por mim a maldade, a mentira e a falta de crença
Que passe por mim olho grande
Que passe por mim a má sorte
Que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância
Tranqüilo
Levo a vida tranqüilo
Que me passe
A doença que me passe
A pobreza que me passe
A maldade que me passe
Que me passe
Olho grande que me passe
A má sorte que me passe
A inveja que me passe
A tristeza da guerra
Tranqüilo
Levo a vida tão tranqüila
Não tenho medo da morte
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar
Tranqüilo | Bebel Gilberto
16 de agosto de 2007
fio
"sábio o que define em sílabas e pontos finais as paisagens.
símio o que tenta arrancar verdades em forma de pedras lapidadas.
sólido o que enfrenta de pena em punho desalinhos e arroubos.
simples o que inventa com o vento alegrias e estratégias.
cínico o que reinventa táticas como regras e mandamentos.
sôfrego o que passa a limpo sem rever cores e entrelinhas.
pálido: meu coração que bate em compasso de valsa nossos rocks e
galopes.
120 bmps em beat de câmera lenta.
alento e profilaxia como desculpa do desacerto.
paixão sem ferida ou desassossego.
cego de certeza, definha a história como falsa premissa.
a pressa sem pressa na reza da missa.
ladainha ladeira abaixo sem espaço para o ladino.
só se salva o que arrisca a história em favor do presente.
presentes etéreos em e-mails sem destinatários, garrafas virtuais sem
rumo, nexo e sexo.
romantismo de barco a fotonovela sem bússola e músculo.
só se salva o que merece susto e pavio.
o resto é vida crua, fritando em fio sem capa e limite."
Kiko Ferreira
símio o que tenta arrancar verdades em forma de pedras lapidadas.
sólido o que enfrenta de pena em punho desalinhos e arroubos.
simples o que inventa com o vento alegrias e estratégias.
cínico o que reinventa táticas como regras e mandamentos.
sôfrego o que passa a limpo sem rever cores e entrelinhas.
pálido: meu coração que bate em compasso de valsa nossos rocks e
galopes.
120 bmps em beat de câmera lenta.
alento e profilaxia como desculpa do desacerto.
paixão sem ferida ou desassossego.
cego de certeza, definha a história como falsa premissa.
a pressa sem pressa na reza da missa.
ladainha ladeira abaixo sem espaço para o ladino.
só se salva o que arrisca a história em favor do presente.
presentes etéreos em e-mails sem destinatários, garrafas virtuais sem
rumo, nexo e sexo.
romantismo de barco a fotonovela sem bússola e músculo.
só se salva o que merece susto e pavio.
o resto é vida crua, fritando em fio sem capa e limite."
Kiko Ferreira
ela conta
"Não caí: errei o pulo"
(lindo) conto de Christiane Tassis
http://www.cultura.mg.gov.br/arquivos/SuplementoLiterario/File/slmg-julho-07(1).pdf
(lindo) conto de Christiane Tassis
http://www.cultura.mg.gov.br/arquivos/SuplementoLiterario/File/slmg-julho-07(1).pdf
12 de agosto de 2007
pleno
"Custa tanto ser uma pessoa plena, que muito poucos são aqueles que tem a luz ou a coragem de pagar o preço.
É preciso abandonar por completo a busca de segurança e correr o risco de viver com os dois braços.
É preciso abraçar o mundo como um amante.
É preciso aceitar a dor como condição da existência.
É preciso cortejar a dúvida e a escuridão como o preço do conhecimento.
É preciso ter uma vontade obstinada no conflito mas também uma capacidade de aceitação total de cada conseqüência do viver e do morrer"
Monis L. West
É preciso abandonar por completo a busca de segurança e correr o risco de viver com os dois braços.
É preciso abraçar o mundo como um amante.
É preciso aceitar a dor como condição da existência.
É preciso cortejar a dúvida e a escuridão como o preço do conhecimento.
É preciso ter uma vontade obstinada no conflito mas também uma capacidade de aceitação total de cada conseqüência do viver e do morrer"
Monis L. West
n.49
"Mentes criativas são conhecidas por sobreviver a qualquer tipo de mau aprendizado."
Anna Freud
Anna Freud
11 de agosto de 2007
go somewhere
Iris: I understand feeling as small and as insignificant as humanly possible. And how it can actually ache in places you didn't know you had inside you. And it doesn't matter how many new haircuts you get, or gyms you join, or how many glasses of chardonnay you drink with your girlfriends... you still go to bed every night going over every detail and wonder what you did wrong or how you could have misunderstood. And how in the hell for that brief moment you could think that you were that happy. And sometimes you can even convince yourself that he'll see the light and show up at your door. And after all that, however long all that may be, you'll go somewhere new. And you'll meet people who make you feel worthwhile again. And little pieces of your soul will finally come back. And all that fuzzy stuff, those years of your life that you wasted, that will eventually begin to fade.
do filme "The Holiday"
do filme "The Holiday"
9 de agosto de 2007
leve-me
"A inteligência adulta é grave. Faz afundar. A inteligência infantil é leve. Faz levitar."
Rubem Alves
Rubem Alves
sozinho mas não só
"Prefiro as máquinas que servem para não funcionar:
quando cheias de areia de formiga e musgo — elas
podem um dia milagrar de flores.
(Os objetos sem função têm muito apego pelo abandono.)
Também as latrinas desprezadas que servem para ter
grilos dentro — elas podem um dia milagrar violetas.
(Eu sou beato em violetas.)
Todas as coisas apropriadas ao abandono me religam a Deus.
Senhor, eu tenho orgulho do imprestável!
(O abandono me protege.)"
Manoel de Barros
quando cheias de areia de formiga e musgo — elas
podem um dia milagrar de flores.
(Os objetos sem função têm muito apego pelo abandono.)
Também as latrinas desprezadas que servem para ter
grilos dentro — elas podem um dia milagrar violetas.
(Eu sou beato em violetas.)
Todas as coisas apropriadas ao abandono me religam a Deus.
Senhor, eu tenho orgulho do imprestável!
(O abandono me protege.)"
Manoel de Barros
tudo (re)age
"Você me pergunta se acredito em Deus. Eu te pergunto: Que Deus? Tem sido minha missão mostrar Deus no homem, pois somente no homem ele pode existir. Não há homem, pobre ou insignificante que pareça ser, que não tenha uma missão.
Todo homem, por si só, influencia a natureza do futuro. Através de nossas vidas nós criamos ações que resultam na multiplicação de reações. Esse poder, que todos nós possuímos, esse poder de mudar o rumo da história é o poder de Deus.
Confrontado com essa responsabilidade divina, eu me curvo diante do Deus dentro de mim."
Stuart Edgard Angel Jones
Todo homem, por si só, influencia a natureza do futuro. Através de nossas vidas nós criamos ações que resultam na multiplicação de reações. Esse poder, que todos nós possuímos, esse poder de mudar o rumo da história é o poder de Deus.
Confrontado com essa responsabilidade divina, eu me curvo diante do Deus dentro de mim."
Stuart Edgard Angel Jones
8 de agosto de 2007
amar é...
"Prevenir a dor é combater o que pode consolá-la."
retirado de um texto de Fabrício Carpinejar.
retirado de um texto de Fabrício Carpinejar.
6 de agosto de 2007
2 de agosto de 2007
arte nas palavras
Opostos, se atraem. Pensamentos, negativos. O oculto, presente. O presente, futuro. O turvo, calmo. O abstrato, retrato. A bola, quadrada. O som, desligado. A nota, zero. A bota, furada. A luz, apagada. O mal, me quer. A sala, vazia. O gol, contra. A cerveja, quente. A impressora, sem tinta. O gato, sem rato. A lei, injusta. O saco, furado.
O lápis, sem ponta. A mulher, homem. O bolso, vazio. O cd, arranhado.
O avião, no chão. A comida, fria. O camarão, estragado. O mau, amado.
O prego, amassado. A casa, caída. A freira, comida. O carro, estragado. O toureiro, chifrado. O corte, aberto. A goiaba, bichada. O pneu, furado. A natureza, morta. O homem, mulher. O olho, cego. O cachorro, sem dono. O rei, sem trono.
A mulher, estéril. O vidro, quebrado. O preso, solto. A justiça, sem lei. As mãos, atadas. A crença, niilista.
Bem sei onde quero chegar. Chega disso!
Marcos Leão
valeu Marcão!
redação com direção de arte.
O lápis, sem ponta. A mulher, homem. O bolso, vazio. O cd, arranhado.
O avião, no chão. A comida, fria. O camarão, estragado. O mau, amado.
O prego, amassado. A casa, caída. A freira, comida. O carro, estragado. O toureiro, chifrado. O corte, aberto. A goiaba, bichada. O pneu, furado. A natureza, morta. O homem, mulher. O olho, cego. O cachorro, sem dono. O rei, sem trono.
A mulher, estéril. O vidro, quebrado. O preso, solto. A justiça, sem lei. As mãos, atadas. A crença, niilista.
Bem sei onde quero chegar. Chega disso!
Marcos Leão
valeu Marcão!
redação com direção de arte.
1 de agosto de 2007
30 de julho de 2007
ontem foi
"eu amo tudo o que foi,
tudo o que já não é,
a dor que já me não dói,
a antiga e errônea fé,
o ontem que dor deixou,
o que deixou alegria
só porque foi, e voou
e hoje é já outro dia"
Fernando Pessoa
tudo o que já não é,
a dor que já me não dói,
a antiga e errônea fé,
o ontem que dor deixou,
o que deixou alegria
só porque foi, e voou
e hoje é já outro dia"
Fernando Pessoa
25 de julho de 2007
que viagem
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor.
Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser.
Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”
Amyr Klink
Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser.
Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”
Amyr Klink
23 de julho de 2007
nau frágil
"quando estoura o casco
a bombordo do peito
eu me estrepo, me lasco
naufragar é preciso"
Raul Pough
a bombordo do peito
eu me estrepo, me lasco
naufragar é preciso"
Raul Pough
20 de julho de 2007
19 de julho de 2007
17 de julho de 2007
outro nível
“Eu procuro não ser otimista, porque eu considero os otimistas ingênuos, e não sou pessimista, porque eu considero os pessimistas amargos. Eu sou um realista esperançoso.”
Ariano Suassuna
estou mais pra burro esperançoso.rs
um dia chego lá.
Ariano Suassuna
estou mais pra burro esperançoso.rs
um dia chego lá.
11 de julho de 2007
10 de julho de 2007
7 de julho de 2007
5 de julho de 2007
believe me
Just because you'll always be
Miles ahead of me
I don't see why
I shouldn't try
To catch up with you
1000 Times | Tahiti 80
final de temporada. final feliz?
=D
Miles ahead of me
I don't see why
I shouldn't try
To catch up with you
1000 Times | Tahiti 80
final de temporada. final feliz?
=D
4 de julho de 2007
won't let go
(...)
Break down. Give me some time
I don't want the fear to confuse ya
Right now, it's so wrong
But maybe it's all in the future with
Someone like you
Love Show | Skye
essa pegou pesado.
Break down. Give me some time
I don't want the fear to confuse ya
Right now, it's so wrong
But maybe it's all in the future with
Someone like you
Love Show | Skye
essa pegou pesado.
3 de julho de 2007
2 de julho de 2007
raiz forte
Bote essa menina pra dançar
No coco quero ver ela pisar
É nesse coco
Misturado com molejo
Só você tem o jeito
E assim venha pra cá
Ee vou trazer
Cordel do Fogo Encantado
Que sempre está ao meu lado
Pra me ajudar a cantar
Vou convidar
A banda de Seu Ronaldo
Para tocar o dobrado
Quando o coco terminar
Eu vou dizer para o povo
Não adianta impedir
Que esse é o Coco Raízes
Que veio para divertir
No ano 92
Se dava o primeiro grito
Foi quando Lula Calixto
Cantava muito bonito
Bote Essa Menina Pra Dançar | Samba de Coco Raízes do Arcoverde
No coco quero ver ela pisar
É nesse coco
Misturado com molejo
Só você tem o jeito
E assim venha pra cá
Ee vou trazer
Cordel do Fogo Encantado
Que sempre está ao meu lado
Pra me ajudar a cantar
Vou convidar
A banda de Seu Ronaldo
Para tocar o dobrado
Quando o coco terminar
Eu vou dizer para o povo
Não adianta impedir
Que esse é o Coco Raízes
Que veio para divertir
No ano 92
Se dava o primeiro grito
Foi quando Lula Calixto
Cantava muito bonito
Bote Essa Menina Pra Dançar | Samba de Coco Raízes do Arcoverde
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