"tem dias que tudo o que se quer
é um pão com manteiga na chapa,
um pingado e uma cena de ciúme"
Raul Pough
9 de outubro de 2007
8 de outubro de 2007
4 de outubro de 2007
2 de outubro de 2007
1 de outubro de 2007
n.59
"trabalhe numa coisa que você ame porque não se pode esperar cinco dias para aproveitar apenas os dois do final de semana."
Mário Testino
estou refletindo/deprimindo sobre isso.rs
Mário Testino
estou refletindo/deprimindo sobre isso.rs
28 de setembro de 2007
prumo
Não são teias
as peias
que me impõem,
teço minhas próprias
cadeias
nas rédeas
que não tomo
Elza Beatriz de Araújo
as peias
que me impõem,
teço minhas próprias
cadeias
nas rédeas
que não tomo
Elza Beatriz de Araújo
27 de setembro de 2007
26 de setembro de 2007
sol de inverno
eu queria passar a língua nos seus dentes
e sentir o gosto do seu cigarro
e deitar a cabeça no seu ombro
e sentir o cheiro da sua nuca bem de perto
por muito muito tempo
eu queria assim
respirar na sua nuca
horas, horas sem abrir os olhos
eu queria te abraçar por dentro do seu casaco
ficar ali dentro e esquecer tudo que os outros falam
eu queria te levar na pracinha no sol do inverno
e te mostrar a minha estante
eu queria te ler aquele poema
e que você me mostrasse uns seus
eu queria
que todos esses corações servissem para alguma coisa
eu queria
que você conseguisse consertar pelo menos um deles
nenhum funciona
tá tudo furado
tudo quebrado
tudo vazando
tudo zoado
eu queria
acordar de manhã e ver o seu cabelo bagunçado
eu queria que você ficasse mais
e me ouvisse mais
e me olhasse mais como acontece por acaso
eu queria
Clarah Averbuck | adioslounge.blogspot.com
e sentir o gosto do seu cigarro
e deitar a cabeça no seu ombro
e sentir o cheiro da sua nuca bem de perto
por muito muito tempo
eu queria assim
respirar na sua nuca
horas, horas sem abrir os olhos
eu queria te abraçar por dentro do seu casaco
ficar ali dentro e esquecer tudo que os outros falam
eu queria te levar na pracinha no sol do inverno
e te mostrar a minha estante
eu queria te ler aquele poema
e que você me mostrasse uns seus
eu queria
que todos esses corações servissem para alguma coisa
eu queria
que você conseguisse consertar pelo menos um deles
nenhum funciona
tá tudo furado
tudo quebrado
tudo vazando
tudo zoado
eu queria
acordar de manhã e ver o seu cabelo bagunçado
eu queria que você ficasse mais
e me ouvisse mais
e me olhasse mais como acontece por acaso
eu queria
Clarah Averbuck | adioslounge.blogspot.com
24 de setembro de 2007
21 de setembro de 2007
manual (?)
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que
o desperdício da vida está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.”
Carlos Drummond de Andrade
Não quero comentar isso! rs
Carlos Drummond de Andrade
Não quero comentar isso! rs
20 de setembro de 2007
n.56
"Um erro grave é tanto se julgar mais do que se é quanto se estimar menos do que se merece."
Johann Wolfgang Goethe
Johann Wolfgang Goethe
19 de setembro de 2007
me entrego
"uma declaração de amor pode ser uma declaração de guerra."
mais uma do blog da Kiti
uma guerra interna. sempre.
mais uma do blog da Kiti
uma guerra interna. sempre.
18 de setembro de 2007
16 de setembro de 2007
ai a razão
"O maior erro do ser humano é tentar tirar da cabeça aquilo que não sai do coração"
autor desconhecido
autor desconhecido
14 de setembro de 2007
sem fala!
"todos levamos dentro de nós, à espreita, nossa própria possibilidade de perdição, o abismo íntimo no qual podemos despencar; e freqüentemente a chave que abre a porta do fatídico poço é uma relação sentimental".
Rosa Montero | em paixões
Rosa Montero | em paixões
13 de setembro de 2007
amém
São Miguel Arcanjo
Príncipe Guardião e Guerreiro
defendei-me e protegei-me com Vossa espada,
não permita que nenhum mal me atinja.
Protegei-me contra assaltos, roubos, acidentes,
contra quaisquer ato de violência.
LIVRAI-ME DE PESSOAS NEGATIVAS.
Espalhai Vosso manto e vosso escudo de proteção em meu lar, meus amigos e familiares.
Guardai meu trabalho, meus negócios e meus bens.
Trazei a paz e a harmonia.
Que assim seja.
Oração a São Miguel Arcanjo.
Príncipe Guardião e Guerreiro
defendei-me e protegei-me com Vossa espada,
não permita que nenhum mal me atinja.
Protegei-me contra assaltos, roubos, acidentes,
contra quaisquer ato de violência.
LIVRAI-ME DE PESSOAS NEGATIVAS.
Espalhai Vosso manto e vosso escudo de proteção em meu lar, meus amigos e familiares.
Guardai meu trabalho, meus negócios e meus bens.
Trazei a paz e a harmonia.
Que assim seja.
Oração a São Miguel Arcanjo.
12 de setembro de 2007
6 de setembro de 2007
até a volta
"nesta vida, em que sou meu sono,
eu não sou meu dono,
quem sou é quem me ignoro e vive
através desta névoa que sou eu
todas as vidas de outrora tive,
numa só vida.
mar sou; baixo marulho ao alto rujo,
mas minha cor vem do meu alto céu,
e só me encontro quando de mim fujo."
Fernando Pessoa
eu não sou meu dono,
quem sou é quem me ignoro e vive
através desta névoa que sou eu
todas as vidas de outrora tive,
numa só vida.
mar sou; baixo marulho ao alto rujo,
mas minha cor vem do meu alto céu,
e só me encontro quando de mim fujo."
Fernando Pessoa
derretendo
"lágrima é dor derretida
dor endurecida é tumor
lágrima é alegria derretida
alegria endurecida é tumor
lágrima é raiva derretida
raiva endurecida é tumor
lágrima é pessoa derretida
pessoa endurecida é tumor
tempo endurecido é tumor
tempo derretido é poema"
Viviane Mosé
estou aprendendo a derreter alguns.
difícil.
dor endurecida é tumor
lágrima é alegria derretida
alegria endurecida é tumor
lágrima é raiva derretida
raiva endurecida é tumor
lágrima é pessoa derretida
pessoa endurecida é tumor
tempo endurecido é tumor
tempo derretido é poema"
Viviane Mosé
estou aprendendo a derreter alguns.
difícil.
4 de setembro de 2007
3 de setembro de 2007
Tu e eu
Somos diferentes, tu e eu.
Tens forma e graça
e a sabedoria de só saber crescer
até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
e só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu, lipa.
Eu, calipto.
Gostas de um som tempestade
roque lenha
muito heavy
Prefiro o barroco italiano
e dos alemães
o mais leve.
És vidrada no Lobão
eu sou mais albônico.
Tu, fão.
Eu, fônico.
És suculenta
e selvagem
como uma fruta do trópico.
Eu já sequei
e me resignei
como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
eu não tenho nada teu.
Tu, piniquim.
Eu, ropeu.
Gostas daquelas festas
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou pertinente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
és uma miss, eu um místico.
Tu, multo.
Eu, carístico.
És colorida,
um pouco aérea,
e só pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e só penso em Pi.
Somos cada um de um pano
uma sã e o outro insano.
Tu, cano.
Eu, clidiano.
Dizes na cara
o que te vem a cabeça
com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinônimo.
Tu não temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu, tano.
Eu, femismo.
Fernando Verissimo
Tens forma e graça
e a sabedoria de só saber crescer
até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
e só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu, lipa.
Eu, calipto.
Gostas de um som tempestade
roque lenha
muito heavy
Prefiro o barroco italiano
e dos alemães
o mais leve.
És vidrada no Lobão
eu sou mais albônico.
Tu, fão.
Eu, fônico.
És suculenta
e selvagem
como uma fruta do trópico.
Eu já sequei
e me resignei
como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
eu não tenho nada teu.
Tu, piniquim.
Eu, ropeu.
Gostas daquelas festas
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou pertinente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
és uma miss, eu um místico.
Tu, multo.
Eu, carístico.
És colorida,
um pouco aérea,
e só pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e só penso em Pi.
Somos cada um de um pano
uma sã e o outro insano.
Tu, cano.
Eu, clidiano.
Dizes na cara
o que te vem a cabeça
com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinônimo.
Tu não temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu, tano.
Eu, femismo.
Fernando Verissimo
31 de agosto de 2007
pra que?
Para que serve grampeador?
Amo folha avulsa como um leque.
Por que não organizas as fotografias?
As fotos misturadas são sinceras.
Será que a água benta é filtrada?
Deus também contamina.
Fabrício Carpinejar
Amo folha avulsa como um leque.
Por que não organizas as fotografias?
As fotos misturadas são sinceras.
Será que a água benta é filtrada?
Deus também contamina.
Fabrício Carpinejar
30 de agosto de 2007
num fundo falso
Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir,
não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você
Amado | Vanessa da Mata
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir,
não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você
Amado | Vanessa da Mata
então
“Se um homem atravessasse
o Paraíso em um sonho e lhe
dessem uma flor como prova
de que havia estado ali, e se ao
despertar encontrasse essa flor
em sua mão...então o quê?”
S.T.Coleridge
o Paraíso em um sonho e lhe
dessem uma flor como prova
de que havia estado ali, e se ao
despertar encontrasse essa flor
em sua mão...então o quê?”
S.T.Coleridge
28 de agosto de 2007
just
(...)
It's just another one of those glory days
Jump out your bed
Shake your head
Clear the haze
Step out your house
And prepared to be amazed
It's just another one of those
Just another one of those
Just another one of those glory days
Glory Days | Just Jack
It's just another one of those glory days
Jump out your bed
Shake your head
Clear the haze
Step out your house
And prepared to be amazed
It's just another one of those
Just another one of those
Just another one of those glory days
Glory Days | Just Jack
27 de agosto de 2007
23 de agosto de 2007
17 de agosto de 2007
assim estou
Tranqüilo
Levo a vida tranqüilo
Não tenho medo do mundo
Não tenho medo do mundo
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar
Tranqüilo
Levo a vida tranqüilo
Não tenho medo da morte
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar
Que passe por mim a doença
Que passe por mim a pobreza
Que passe por mim a maldade, a mentira e a falta de crença
Que passe por mim olho grande
Que passe por mim a má sorte
Que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância
Tranqüilo
Levo a vida tranqüilo
Que me passe
A doença que me passe
A pobreza que me passe
A maldade que me passe
Que me passe
Olho grande que me passe
A má sorte que me passe
A inveja que me passe
A tristeza da guerra
Tranqüilo
Levo a vida tão tranqüila
Não tenho medo da morte
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar
Tranqüilo | Bebel Gilberto
Levo a vida tranqüilo
Não tenho medo do mundo
Não tenho medo do mundo
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar
Tranqüilo
Levo a vida tranqüilo
Não tenho medo da morte
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar
Que passe por mim a doença
Que passe por mim a pobreza
Que passe por mim a maldade, a mentira e a falta de crença
Que passe por mim olho grande
Que passe por mim a má sorte
Que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância
Tranqüilo
Levo a vida tranqüilo
Que me passe
A doença que me passe
A pobreza que me passe
A maldade que me passe
Que me passe
Olho grande que me passe
A má sorte que me passe
A inveja que me passe
A tristeza da guerra
Tranqüilo
Levo a vida tão tranqüila
Não tenho medo da morte
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar
Tranqüilo | Bebel Gilberto
16 de agosto de 2007
fio
"sábio o que define em sílabas e pontos finais as paisagens.
símio o que tenta arrancar verdades em forma de pedras lapidadas.
sólido o que enfrenta de pena em punho desalinhos e arroubos.
simples o que inventa com o vento alegrias e estratégias.
cínico o que reinventa táticas como regras e mandamentos.
sôfrego o que passa a limpo sem rever cores e entrelinhas.
pálido: meu coração que bate em compasso de valsa nossos rocks e
galopes.
120 bmps em beat de câmera lenta.
alento e profilaxia como desculpa do desacerto.
paixão sem ferida ou desassossego.
cego de certeza, definha a história como falsa premissa.
a pressa sem pressa na reza da missa.
ladainha ladeira abaixo sem espaço para o ladino.
só se salva o que arrisca a história em favor do presente.
presentes etéreos em e-mails sem destinatários, garrafas virtuais sem
rumo, nexo e sexo.
romantismo de barco a fotonovela sem bússola e músculo.
só se salva o que merece susto e pavio.
o resto é vida crua, fritando em fio sem capa e limite."
Kiko Ferreira
símio o que tenta arrancar verdades em forma de pedras lapidadas.
sólido o que enfrenta de pena em punho desalinhos e arroubos.
simples o que inventa com o vento alegrias e estratégias.
cínico o que reinventa táticas como regras e mandamentos.
sôfrego o que passa a limpo sem rever cores e entrelinhas.
pálido: meu coração que bate em compasso de valsa nossos rocks e
galopes.
120 bmps em beat de câmera lenta.
alento e profilaxia como desculpa do desacerto.
paixão sem ferida ou desassossego.
cego de certeza, definha a história como falsa premissa.
a pressa sem pressa na reza da missa.
ladainha ladeira abaixo sem espaço para o ladino.
só se salva o que arrisca a história em favor do presente.
presentes etéreos em e-mails sem destinatários, garrafas virtuais sem
rumo, nexo e sexo.
romantismo de barco a fotonovela sem bússola e músculo.
só se salva o que merece susto e pavio.
o resto é vida crua, fritando em fio sem capa e limite."
Kiko Ferreira
ela conta
"Não caí: errei o pulo"
(lindo) conto de Christiane Tassis
http://www.cultura.mg.gov.br/arquivos/SuplementoLiterario/File/slmg-julho-07(1).pdf
(lindo) conto de Christiane Tassis
http://www.cultura.mg.gov.br/arquivos/SuplementoLiterario/File/slmg-julho-07(1).pdf
12 de agosto de 2007
pleno
"Custa tanto ser uma pessoa plena, que muito poucos são aqueles que tem a luz ou a coragem de pagar o preço.
É preciso abandonar por completo a busca de segurança e correr o risco de viver com os dois braços.
É preciso abraçar o mundo como um amante.
É preciso aceitar a dor como condição da existência.
É preciso cortejar a dúvida e a escuridão como o preço do conhecimento.
É preciso ter uma vontade obstinada no conflito mas também uma capacidade de aceitação total de cada conseqüência do viver e do morrer"
Monis L. West
É preciso abandonar por completo a busca de segurança e correr o risco de viver com os dois braços.
É preciso abraçar o mundo como um amante.
É preciso aceitar a dor como condição da existência.
É preciso cortejar a dúvida e a escuridão como o preço do conhecimento.
É preciso ter uma vontade obstinada no conflito mas também uma capacidade de aceitação total de cada conseqüência do viver e do morrer"
Monis L. West
n.49
"Mentes criativas são conhecidas por sobreviver a qualquer tipo de mau aprendizado."
Anna Freud
Anna Freud
11 de agosto de 2007
go somewhere
Iris: I understand feeling as small and as insignificant as humanly possible. And how it can actually ache in places you didn't know you had inside you. And it doesn't matter how many new haircuts you get, or gyms you join, or how many glasses of chardonnay you drink with your girlfriends... you still go to bed every night going over every detail and wonder what you did wrong or how you could have misunderstood. And how in the hell for that brief moment you could think that you were that happy. And sometimes you can even convince yourself that he'll see the light and show up at your door. And after all that, however long all that may be, you'll go somewhere new. And you'll meet people who make you feel worthwhile again. And little pieces of your soul will finally come back. And all that fuzzy stuff, those years of your life that you wasted, that will eventually begin to fade.
do filme "The Holiday"
do filme "The Holiday"
9 de agosto de 2007
leve-me
"A inteligência adulta é grave. Faz afundar. A inteligência infantil é leve. Faz levitar."
Rubem Alves
Rubem Alves
sozinho mas não só
"Prefiro as máquinas que servem para não funcionar:
quando cheias de areia de formiga e musgo — elas
podem um dia milagrar de flores.
(Os objetos sem função têm muito apego pelo abandono.)
Também as latrinas desprezadas que servem para ter
grilos dentro — elas podem um dia milagrar violetas.
(Eu sou beato em violetas.)
Todas as coisas apropriadas ao abandono me religam a Deus.
Senhor, eu tenho orgulho do imprestável!
(O abandono me protege.)"
Manoel de Barros
quando cheias de areia de formiga e musgo — elas
podem um dia milagrar de flores.
(Os objetos sem função têm muito apego pelo abandono.)
Também as latrinas desprezadas que servem para ter
grilos dentro — elas podem um dia milagrar violetas.
(Eu sou beato em violetas.)
Todas as coisas apropriadas ao abandono me religam a Deus.
Senhor, eu tenho orgulho do imprestável!
(O abandono me protege.)"
Manoel de Barros
tudo (re)age
"Você me pergunta se acredito em Deus. Eu te pergunto: Que Deus? Tem sido minha missão mostrar Deus no homem, pois somente no homem ele pode existir. Não há homem, pobre ou insignificante que pareça ser, que não tenha uma missão.
Todo homem, por si só, influencia a natureza do futuro. Através de nossas vidas nós criamos ações que resultam na multiplicação de reações. Esse poder, que todos nós possuímos, esse poder de mudar o rumo da história é o poder de Deus.
Confrontado com essa responsabilidade divina, eu me curvo diante do Deus dentro de mim."
Stuart Edgard Angel Jones
Todo homem, por si só, influencia a natureza do futuro. Através de nossas vidas nós criamos ações que resultam na multiplicação de reações. Esse poder, que todos nós possuímos, esse poder de mudar o rumo da história é o poder de Deus.
Confrontado com essa responsabilidade divina, eu me curvo diante do Deus dentro de mim."
Stuart Edgard Angel Jones
8 de agosto de 2007
amar é...
"Prevenir a dor é combater o que pode consolá-la."
retirado de um texto de Fabrício Carpinejar.
retirado de um texto de Fabrício Carpinejar.
6 de agosto de 2007
2 de agosto de 2007
arte nas palavras
Opostos, se atraem. Pensamentos, negativos. O oculto, presente. O presente, futuro. O turvo, calmo. O abstrato, retrato. A bola, quadrada. O som, desligado. A nota, zero. A bota, furada. A luz, apagada. O mal, me quer. A sala, vazia. O gol, contra. A cerveja, quente. A impressora, sem tinta. O gato, sem rato. A lei, injusta. O saco, furado.
O lápis, sem ponta. A mulher, homem. O bolso, vazio. O cd, arranhado.
O avião, no chão. A comida, fria. O camarão, estragado. O mau, amado.
O prego, amassado. A casa, caída. A freira, comida. O carro, estragado. O toureiro, chifrado. O corte, aberto. A goiaba, bichada. O pneu, furado. A natureza, morta. O homem, mulher. O olho, cego. O cachorro, sem dono. O rei, sem trono.
A mulher, estéril. O vidro, quebrado. O preso, solto. A justiça, sem lei. As mãos, atadas. A crença, niilista.
Bem sei onde quero chegar. Chega disso!
Marcos Leão
valeu Marcão!
redação com direção de arte.
O lápis, sem ponta. A mulher, homem. O bolso, vazio. O cd, arranhado.
O avião, no chão. A comida, fria. O camarão, estragado. O mau, amado.
O prego, amassado. A casa, caída. A freira, comida. O carro, estragado. O toureiro, chifrado. O corte, aberto. A goiaba, bichada. O pneu, furado. A natureza, morta. O homem, mulher. O olho, cego. O cachorro, sem dono. O rei, sem trono.
A mulher, estéril. O vidro, quebrado. O preso, solto. A justiça, sem lei. As mãos, atadas. A crença, niilista.
Bem sei onde quero chegar. Chega disso!
Marcos Leão
valeu Marcão!
redação com direção de arte.
1 de agosto de 2007
30 de julho de 2007
ontem foi
"eu amo tudo o que foi,
tudo o que já não é,
a dor que já me não dói,
a antiga e errônea fé,
o ontem que dor deixou,
o que deixou alegria
só porque foi, e voou
e hoje é já outro dia"
Fernando Pessoa
tudo o que já não é,
a dor que já me não dói,
a antiga e errônea fé,
o ontem que dor deixou,
o que deixou alegria
só porque foi, e voou
e hoje é já outro dia"
Fernando Pessoa
25 de julho de 2007
que viagem
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor.
Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser.
Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”
Amyr Klink
Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser.
Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”
Amyr Klink
23 de julho de 2007
nau frágil
"quando estoura o casco
a bombordo do peito
eu me estrepo, me lasco
naufragar é preciso"
Raul Pough
a bombordo do peito
eu me estrepo, me lasco
naufragar é preciso"
Raul Pough
20 de julho de 2007
19 de julho de 2007
17 de julho de 2007
outro nível
“Eu procuro não ser otimista, porque eu considero os otimistas ingênuos, e não sou pessimista, porque eu considero os pessimistas amargos. Eu sou um realista esperançoso.”
Ariano Suassuna
estou mais pra burro esperançoso.rs
um dia chego lá.
Ariano Suassuna
estou mais pra burro esperançoso.rs
um dia chego lá.
11 de julho de 2007
10 de julho de 2007
7 de julho de 2007
5 de julho de 2007
believe me
Just because you'll always be
Miles ahead of me
I don't see why
I shouldn't try
To catch up with you
1000 Times | Tahiti 80
final de temporada. final feliz?
=D
Miles ahead of me
I don't see why
I shouldn't try
To catch up with you
1000 Times | Tahiti 80
final de temporada. final feliz?
=D
4 de julho de 2007
won't let go
(...)
Break down. Give me some time
I don't want the fear to confuse ya
Right now, it's so wrong
But maybe it's all in the future with
Someone like you
Love Show | Skye
essa pegou pesado.
Break down. Give me some time
I don't want the fear to confuse ya
Right now, it's so wrong
But maybe it's all in the future with
Someone like you
Love Show | Skye
essa pegou pesado.
3 de julho de 2007
2 de julho de 2007
raiz forte
Bote essa menina pra dançar
No coco quero ver ela pisar
É nesse coco
Misturado com molejo
Só você tem o jeito
E assim venha pra cá
Ee vou trazer
Cordel do Fogo Encantado
Que sempre está ao meu lado
Pra me ajudar a cantar
Vou convidar
A banda de Seu Ronaldo
Para tocar o dobrado
Quando o coco terminar
Eu vou dizer para o povo
Não adianta impedir
Que esse é o Coco Raízes
Que veio para divertir
No ano 92
Se dava o primeiro grito
Foi quando Lula Calixto
Cantava muito bonito
Bote Essa Menina Pra Dançar | Samba de Coco Raízes do Arcoverde
No coco quero ver ela pisar
É nesse coco
Misturado com molejo
Só você tem o jeito
E assim venha pra cá
Ee vou trazer
Cordel do Fogo Encantado
Que sempre está ao meu lado
Pra me ajudar a cantar
Vou convidar
A banda de Seu Ronaldo
Para tocar o dobrado
Quando o coco terminar
Eu vou dizer para o povo
Não adianta impedir
Que esse é o Coco Raízes
Que veio para divertir
No ano 92
Se dava o primeiro grito
Foi quando Lula Calixto
Cantava muito bonito
Bote Essa Menina Pra Dançar | Samba de Coco Raízes do Arcoverde
29 de junho de 2007
gêmeos
Em você se combinam a razão e a paixão, resultando num caráter que não comporta explicações. Apesar de parte de você ser racional, nem sempre suas atitudes serão sensatas e compreensíveis, pois você também é passional, toma decisões por puro impulso, viscerais e instintivas. Entretanto, o resultado é bom, pois permite que você abranja um panorama muito amplo de acontecimentos, sendo desnecessário que você recorra à coerência para explicar-se. Viver e nada mais, o tempo tornará compreensíveis muitas de suas atitudes. Sua vida é orientada pelo sopro da liberdade.
Mapa cósmico | site do Quiroga
adoooro! =D
Mapa cósmico | site do Quiroga
adoooro! =D
28 de junho de 2007
dia de santo
" (...) but now you're hard not to notice, right here in my town
Where the stage of my old life meets the cast of the new
Tonights actors: Me and You"
Sorry Or Please | Kings Of Convenience
Where the stage of my old life meets the cast of the new
Tonights actors: Me and You"
Sorry Or Please | Kings Of Convenience
big truth
"Passion and its brother hate, they come and go
Could easily be made to stay for longer though
Many people play this game so willingly
Do I have to be like them, or be lonely?"
Love Is No Big Truth | Kings of Convenience
me recuso à igualdade.
Could easily be made to stay for longer though
Many people play this game so willingly
Do I have to be like them, or be lonely?"
Love Is No Big Truth | Kings of Convenience
me recuso à igualdade.
27 de junho de 2007
n.33
"depois de muito meditar resolvi editar tudo o que meu coração me ditar"
Paulo Leminski
quase lá...
Paulo Leminski
quase lá...
26 de junho de 2007
continua batendo
Quis fazer uma canção
pra falar do coração:
que bate
que bate
que bate e tá bão
que bate
que bate
que bate e tá bão.
Canção do Coração | Érika Machado
tá bão. e (mas) tá sozinho.
pra falar do coração:
que bate
que bate
que bate e tá bão
que bate
que bate
que bate e tá bão.
Canção do Coração | Érika Machado
tá bão. e (mas) tá sozinho.
25 de junho de 2007
música que é poema
Muito pra mim é nada
Tudo pra mim não basta
Eu quero cada gesto
Cada palavra
Cada segundo da sua atenção
Faça isso por mim
Leve a dor pra longe daqui
Estou cansada de ouvir que eu só sei amar errado
Estou cansada de me dividir
No que é certo no amor
Quem é que vai dizer o que falar? Calar? Querer?
Eu quero absurdos
Quero amor sem fim
Quero te dizer que
Eu só sei amar assim...
Eu Só Sei Amar Assim | Zizi Possi (composição Herbert Vianna)
Tudo pra mim não basta
Eu quero cada gesto
Cada palavra
Cada segundo da sua atenção
Faça isso por mim
Leve a dor pra longe daqui
Estou cansada de ouvir que eu só sei amar errado
Estou cansada de me dividir
No que é certo no amor
Quem é que vai dizer o que falar? Calar? Querer?
Eu quero absurdos
Quero amor sem fim
Quero te dizer que
Eu só sei amar assim...
Eu Só Sei Amar Assim | Zizi Possi (composição Herbert Vianna)
22 de junho de 2007
21 de junho de 2007
n.31
"Na língua japonesa o verbo pensar se exprime por meio de uma perífrase: agitar o próprio coração"
achei por aí. e gostei muito.
achei por aí. e gostei muito.
não veio
Quem é homem de bem não trai
O amor que lhe quer seu bem
Quem diz muito que vai, não vai
Assim como não vai, não vem
Quem de dentro de si não sai
Vai morrer sem amar ninguém
O dinheiro de quem não dá
É o trabalho de quem não tem
Capoeira que é bom não cai
Mas se um dia ele cai, cai bem
(...)
Berimbau | Baden Powell e Vinícius de Moraes
O amor que lhe quer seu bem
Quem diz muito que vai, não vai
Assim como não vai, não vem
Quem de dentro de si não sai
Vai morrer sem amar ninguém
O dinheiro de quem não dá
É o trabalho de quem não tem
Capoeira que é bom não cai
Mas se um dia ele cai, cai bem
(...)
Berimbau | Baden Powell e Vinícius de Moraes
ao vento
"A primeira letra do alfabeto é também a primeira letra da palavra amor e se acha importantíssima por isso.
Com A se escreve "arrependimento" que é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás e com A se dá o tipo de tchau mais triste que existe: "adeus"... Ah, é com A que se faz "abracadabra", palavra que se diz capaz de transformar sapo em príncipe e vice-versa..."
Palavras ao Vento | Adriana Falcão
Com A se escreve "arrependimento" que é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás e com A se dá o tipo de tchau mais triste que existe: "adeus"... Ah, é com A que se faz "abracadabra", palavra que se diz capaz de transformar sapo em príncipe e vice-versa..."
Palavras ao Vento | Adriana Falcão
20 de junho de 2007
sem sinal
taça de champanhe
um disco rodando sempre o mesmo lado
crise
um telefone ao alcance da mão
um número decorado na cabeça
e uma aflição no coração
é aí que mora o perigo
Martha Medeiros
um disco rodando sempre o mesmo lado
crise
um telefone ao alcance da mão
um número decorado na cabeça
e uma aflição no coração
é aí que mora o perigo
Martha Medeiros
faça-me
quem é você que me dá
tudo que eu devoro tudo
que eu adoro tudo que eu
rejeito que arranca a pele
que eu não tenho que
cubro de beijos que me dá
filhos que apaga a vela que
provoca incêndios que
espanta os vizinhos que
pede mais do que eu
posso dar que me deixa
louco que tortura e lambe
tudo que resta de mim e
mesmo assim me faz rei?
Tonico Mercador
tudo que eu devoro tudo
que eu adoro tudo que eu
rejeito que arranca a pele
que eu não tenho que
cubro de beijos que me dá
filhos que apaga a vela que
provoca incêndios que
espanta os vizinhos que
pede mais do que eu
posso dar que me deixa
louco que tortura e lambe
tudo que resta de mim e
mesmo assim me faz rei?
Tonico Mercador
18 de junho de 2007
(suspiros)
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço. Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
O que há | Álvaro de Campos
adorei, markin! :)
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço. Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
O que há | Álvaro de Campos
adorei, markin! :)
14 de junho de 2007
13 de junho de 2007
concordo
"Gosto dos espíritos sofisticados mas despojados da vaidade intelectual, desse prazer erótico por destacar-se pela via do saber.
Já que somos todos vaidosos, prefiro os exercícios físicos e os cosméticos às citações bibliográficas desnecessárias e às frases quase indecifráveis"
do livro A Liberdade Possível | Flávio Gikovate
Já que somos todos vaidosos, prefiro os exercícios físicos e os cosméticos às citações bibliográficas desnecessárias e às frases quase indecifráveis"
do livro A Liberdade Possível | Flávio Gikovate
movimento
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia; e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos"
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
12 de junho de 2007
11 de junho de 2007
eu costumava saber
O amor é filme.
eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
eu sei por que sei muito bem como a cor da manhã fica
dá felicidade, dá dúvida, dor de barriga
é drama, aventura, mentira, comedia romântica.
O Amor é Filme | Cordel Do Fogo Encantado
[pausa.recuperando fôlego]
justo hoje não! por que?
eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
eu sei por que sei muito bem como a cor da manhã fica
dá felicidade, dá dúvida, dor de barriga
é drama, aventura, mentira, comedia romântica.
O Amor é Filme | Cordel Do Fogo Encantado
[pausa.recuperando fôlego]
justo hoje não! por que?
Lisbon revisited (1926)
Nada me prende a nada.
Quero cinquenta coisas ao mesmo tempo.
Anseio com uma angústia de fome de carne
O que não sei que seja -
Definidamente pelo indefinido...
Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto
De quem dorme irrequieto, metade a sonhar.
Fecharam-me todas as portas abstractas e necessárias.
Correram cortinas de todas as hipóteses que eu poderia ver da rua.
Não há na travessa achada o número da porta que me deram.
Acordei para a mesma vida para que tinha adormecido.
Até os meus exércitos sonhados sofreram derrota.
Até os meus sonhos se sentiram falsos ao serem sonhados.
Até a vida só desejada me farta - até essa vida...
Compreendo a intervalos desconexos;
Escrevo por lapsos de cansaço;
E um tédio que é até do tédio arroja-me à praia.
Não sei que destino ou futuro compete à minha angústia sem leme;
Não sei que ilhas do sul impossível aguardam-me náufrago;
ou que palmares de literatura me darão ao menos um verso.
Não, não sei isto, nem outra coisa, nem coisa nenhuma...
E, no fundo do meu espírito, onde sonho o que sonhei,
Nos campos últimos da alma, onde memoro sem causa
(E o passado é uma névoa natural de lágrimas falsas),
Nas estradas e atalhos das florestas longínquas
Onde supus o meu ser,
Fogem desmantelados, últimos restos
Da ilusão final,
Os meus exércitos sonhados, derrotados sem ter sido,
As minhas coortes por existir, esfaceladas em Deus.
Outra vez te revejo,
Cidade da minha infância pavorosamente perdida...
Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui...
Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui vivi, e aqui voltei,
E aqui tornei a voltar, e a voltar.
E aqui de novo tornei a voltar?
Ou somos todos os Eu que estive aqui ou estiveram,
Uma série de contas-entes ligados por um fio-memória,
Uma série de sonhos de mim de alguém de fora de mim?
Outra vez te revejo,
Com o coração mais longínquo, a alma menos minha.
Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver...
Outra vez te revejo,
Sombra que passa através das sombras, e brilha
Um momento a uma luz fúnebre desconhecida,
E entra na noite como um rastro de barco se perde
Na água que deixa de se ouvir...
Outra vez te revejo,
Mas, ai, a mim não me revejo!
Partiu-se o espelho mágico em que me revia idêntico,
E em cada fragmento fatídico vejo só um bocado de mim -
Um bocado de ti e de mim!...
Álvaro de Campos
Quero cinquenta coisas ao mesmo tempo.
Anseio com uma angústia de fome de carne
O que não sei que seja -
Definidamente pelo indefinido...
Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto
De quem dorme irrequieto, metade a sonhar.
Fecharam-me todas as portas abstractas e necessárias.
Correram cortinas de todas as hipóteses que eu poderia ver da rua.
Não há na travessa achada o número da porta que me deram.
Acordei para a mesma vida para que tinha adormecido.
Até os meus exércitos sonhados sofreram derrota.
Até os meus sonhos se sentiram falsos ao serem sonhados.
Até a vida só desejada me farta - até essa vida...
Compreendo a intervalos desconexos;
Escrevo por lapsos de cansaço;
E um tédio que é até do tédio arroja-me à praia.
Não sei que destino ou futuro compete à minha angústia sem leme;
Não sei que ilhas do sul impossível aguardam-me náufrago;
ou que palmares de literatura me darão ao menos um verso.
Não, não sei isto, nem outra coisa, nem coisa nenhuma...
E, no fundo do meu espírito, onde sonho o que sonhei,
Nos campos últimos da alma, onde memoro sem causa
(E o passado é uma névoa natural de lágrimas falsas),
Nas estradas e atalhos das florestas longínquas
Onde supus o meu ser,
Fogem desmantelados, últimos restos
Da ilusão final,
Os meus exércitos sonhados, derrotados sem ter sido,
As minhas coortes por existir, esfaceladas em Deus.
Outra vez te revejo,
Cidade da minha infância pavorosamente perdida...
Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui...
Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui vivi, e aqui voltei,
E aqui tornei a voltar, e a voltar.
E aqui de novo tornei a voltar?
Ou somos todos os Eu que estive aqui ou estiveram,
Uma série de contas-entes ligados por um fio-memória,
Uma série de sonhos de mim de alguém de fora de mim?
Outra vez te revejo,
Com o coração mais longínquo, a alma menos minha.
Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver...
Outra vez te revejo,
Sombra que passa através das sombras, e brilha
Um momento a uma luz fúnebre desconhecida,
E entra na noite como um rastro de barco se perde
Na água que deixa de se ouvir...
Outra vez te revejo,
Mas, ai, a mim não me revejo!
Partiu-se o espelho mágico em que me revia idêntico,
E em cada fragmento fatídico vejo só um bocado de mim -
Um bocado de ti e de mim!...
Álvaro de Campos
5 de junho de 2007
te encontro
Soledad,
aqui estan mis credenciales,
vengo llamando a tu puerta
desde hace un tiempo,
creo que pasaremos juntos temporales,
propongo que tu y yo nos vayamos conociendo.
Aquí estoy,
te traigo mis cicatrices,
palabras sobre papel pentagramado,
no te fijes mucho en lo que dicen,
me encontrarás
en cada cosa que he callado.
Ya pasó
ya he dejado que se empañe
la ilusión de que vivir es indoloro.
Que raro que seas tú
quien me acompañe, soledad,
a mi, que nunca supe bien
cómo estar solo.
Soledad | Jorge Drexler & Maria Rita - 12 Segundo de Oscuridad
estava tocando. e continua.
até um futuro encontro, garotinho.
nem que seja para um até logo.
o jogo acabou.
ainda bem que não era jogo.
aqui estan mis credenciales,
vengo llamando a tu puerta
desde hace un tiempo,
creo que pasaremos juntos temporales,
propongo que tu y yo nos vayamos conociendo.
Aquí estoy,
te traigo mis cicatrices,
palabras sobre papel pentagramado,
no te fijes mucho en lo que dicen,
me encontrarás
en cada cosa que he callado.
Ya pasó
ya he dejado que se empañe
la ilusión de que vivir es indoloro.
Que raro que seas tú
quien me acompañe, soledad,
a mi, que nunca supe bien
cómo estar solo.
Soledad | Jorge Drexler & Maria Rita - 12 Segundo de Oscuridad
estava tocando. e continua.
até um futuro encontro, garotinho.
nem que seja para um até logo.
o jogo acabou.
ainda bem que não era jogo.
garotinho
Bateu Amor à porta da Loucura.
"Deixa-me entrar - pediu - sou teu irmão.
Só tu me limparás da lama escura
a que me conduziu minha paixão."
A Loucura desdenha recebê-lo,
sabendo quanto Amor vive de engano,
mas estarrece de surpresa ao vê-lo,
de humano que era, assim tão inumano.
E exclama: "Entra correndo, o pouso é teu.
Mais que ninguém mereces habitar
minha casa infernal, feita de breu,
enquanto me retiro, sem destino,
pois não sei de mais triste desatino
que este mal sem perdão, o mal de amar."
Confronto - Carlos Drummond de Andrade
"Deixa-me entrar - pediu - sou teu irmão.
Só tu me limparás da lama escura
a que me conduziu minha paixão."
A Loucura desdenha recebê-lo,
sabendo quanto Amor vive de engano,
mas estarrece de surpresa ao vê-lo,
de humano que era, assim tão inumano.
E exclama: "Entra correndo, o pouso é teu.
Mais que ninguém mereces habitar
minha casa infernal, feita de breu,
enquanto me retiro, sem destino,
pois não sei de mais triste desatino
que este mal sem perdão, o mal de amar."
Confronto - Carlos Drummond de Andrade
4 de junho de 2007
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